DF elabora proposta para instalar usinas de biogás

Grupo de Trabalho elabora proposta para instalar usinas de tratamento mecânico biológico (UTMBs) de resíduos sólidos urbanos

DF elabora proposta para instalar usinas de biogás
Modelo seguirá o padrão europeu (UTMB), que permite o tratamento de 100% dos resíduos domiciliares (Foto: Divulgação/Sepe)
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Agência Brasília*
Recursos para energia renovável chegarão a R$ 600 milhões

Por meio de uma portaria conjunta, órgãos da administração pública direta e indireta do Distrito Federal criaram um Grupo de Trabalho (GT) encarregado de elaborar proposta direcionada ao marco regulatório para a política distrital de produção, distribuição e comercialização de biogás/biometano.  O documento, publicado no Diário Oficial do DF (DODF), visa incentivar e ampliar o uso de energias renováveis na matriz energética da capital federal.

Coordenado pela Secretaria de Projetos Especiais (Sepe) e pela Agência Reguladora de Águas (Adasa), o GT é composto por representantes desses dois órgãos e das secretarias de Economia (Seec), de Obras e Infraestrutura (SO) e de Meio Ambiente (Sema).

O objetivo é transformar as áreas de transbordo e as usinas de compostagem do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) em unidades de tratamento mecânico-biológico (UTMBs), às quais caberá tratar todo o resíduo da coleta convencional, transformando-o em combustível. A Usina de Compostagem do P Sul é uma das que poderão produzir o biogás e biofertilizantes com valor comercial.

Pioneirismo

“Isso impacta positivamente o cenário econômico e político de Brasília, com a inclusão de um novo combustível renovável na nossa matriz energética, transformando Brasília na primeira cidade do país a tratar 100% dos seus resíduos domiciliares”, comemora o secretário de Projetos Especiais, Roberto Andrade. Esse tipo de tratamento já é praticado em alguns países da Europa.

Brasília será primeira cidade do país a tratar 100% dos seus resíduos domiciliares

A meta é ampliar o tratamento de resíduos sólidos urbanos no DF de 30% para 94%, com geração de biogás associada, aumento da reciclagem e redução de material aterrado. “Todo esse trabalho é consequência da cooperação técnica entre a Sepe, o SLU e a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial [Unido], firmada em janeiro deste ano”, destaca o secretário.

“É uma forma de recuperarmos, mesmo que parcialmente, um pouco do desperdício causado pela geração de resíduos pela população e empresas”, explica o assessor especial da presidência do SLU, Guilherme Almeida. “É também uma ação concreta para a redução da emissão de gases de efeito estufa, responsáveis pela destruição da camada de ozônio.”

Projetos

A Sepe, juntamente com outros órgãos da administração pública direta e indireta, trabalha com o Programa de Projetos de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU). As ações são elaboradas por meio de parcerias público-privadas (PPPs), sob as formas previstas nas leis de concessões.

Esses projetos são uma sequência de atualização do Programa de Encerramento do Lixão da Estrutural, iniciado em 2016 e com desdobramentos a serem executados conforme as leis federais e distritais referentes a esse tema.

As usinas de tratamento mecânico biológico (UTMBs) fazem parte de uma das fases do programa. O processo está na fase de finalização dos estudos técnicos. A forma de contratação será uma PPP, com estimativa de investimento de R$ 600 milhões. Até o final de 2021, será publicado o edital de licitação.

*Com informações da Sepe

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Fonte: Agência Brasília, por Chico Neto
Publicado em: 30 de dezembro de 2020.

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