KEMIA Tratamento de Efluentes - 1º Episódio da Série Especial Startups de Biogás do Brasil

Acompanhe o 1º Episódio da série de reportagens especiais sobre Startups que atuam no mercado de biogás brasileiro.

KEMIA Tratamento de Efluentes - 1º Episódio da Série Especial Startups de Biogás do Brasil
Série Especial

1º Episódio

KEMIA Tratamento de Efluentes

Startups de Biogás do Brasil

Série Especial
É uma série de reportagens especiais com o objetivo de apresentar as principais e mais promissoras startups do Brasil que atuam na área de digestão anaeróbia, produção de biofertilizante, produção de energia e descarbonização com biogás e biometano.
O foco da série Startups de Biogás do Brasil é identificar a apresentar ações de empreendedorismo, em todas as regiões do Brasil. Empreendedorismo, que segundo a Wikipédia “é o processo de iniciativa de implementar novos negócios ou mudanças em empresas já existentes. É um termo muito usado no âmbito empresarial e muitas vezes está relacionado com a criação de empresas ou produtos novos, normalmente envolvendo inovações e riscos”.

Afinal, o que é uma Startup?

Startup é uma expressão, em língua inglesa, utilizada para denominar uma “empresa” recém-criada, que ainda está em fase de desenvolvimento e estruturação para ingressar no mercado. Uma startup normalmente é uma empresa de base tecnológica ou com base em inovação, por trás da solução que oferece.
A palavra startup refere-se ao arranque, ao impulso ou a partida inicial de uma boa ideia rumo a consolidação no mercado. Quatro fases distintas caracterizam o desenvolvimento de uma startup: concepção da ideia de impacto e do modelo de negócio, desenvolvimento do produto ou serviço inovador, atração de clientes e investimentos e a fase de crescimento acelerado da empresa (escalabilidade do negócio).
As startups têm alta capacidade para a renovação e desenvolvimento do mercado, desafiando os modelos existentes. Por essa importância atuam como vetores de mudança, trazendo sempre ideias diferenciadas e desafiadoras.

Neste primeiro Episódio da série temos o prazer de apresentar:

KEMIA Tratamento de Efluentes

Chapecó - Santa Catarina

Foto 1: Divulgação/ KEMIA

A KEMIA é uma empresa desenvolve soluções para o tratamento de efluentes, esgotos e chorume, atuando no projeto, produto, implantação e operação do sistema. Foi fundada em 2016 e sua sede está localizada no município de Chapecó em Santa Catarina.
Para contar um pouco da história e dos desafios de empreender com projetos de digestão anaeróbia e produção de biogás, conversamos com Ricardo Leidens, sócio administrador da empresa.

ENTREVISTA

Ricardo Leidens

Diretor Técnico na Kemia Tratamento de Efluentes

Portal: Como surgiu a KEMIA?

KEMIA: A KEMIA, que significa Química na língua Esperanto, surgiu em 2016 a partir da demanda de um aterro sanitário e industrial de Chapecó-SC, que necessitava de uma tecnologia, que além de eficiente, ocupasse o mínimo de espaço físico possível. A partir disso, os fundadores da empresa se reuniram e transformaram a procura pela solução em um desafio, pesquisando e executando ensaios no efluente do aterro sanitário.

Desta forma, encontraram uma tecnologia pesquisada pelo meio científico e com grande potencial de desenvolvimento e aplicação em efluentes reais. Através de testes com processos de tratamento eletrolíticos, alcançou-se ótimos resultados com efluentes de aterros sanitários e de outras empresas, que, interessadas na tecnologia, enviavam seus efluentes à KEMIA. Com a otimização de parâmetros e a descoberta das variáveis que influenciam no processo, a empresa assegurou-se do domínio da tecnologia com um pedido de patente e realizou sua primeira venda. A primeira estação de tratamento de efluentes fabricada pela KEMIA com tecnologia eletroquímica encontra-se em Laranjeiras do Sul-PR e foi adquirida pela empresa PEMA, sendo também um aterro sanitário.

Hoje com quase 5 anos já atuando em mais de 10 estados brasileiros, tendo como excelência na qualidade e atendimento, critério básicos para nossa empresa.

Atualmente a KEMIA atua no projeto, produto, implantação e operação da estação de tratamento de efluentes de diversos ramos, aterros sanitários, efluentes industriais ou efluentes domésticos. Atua no auxílio da escolha da tecnologia com melhor custo/benefício, através de testes em laboratório e em planta piloto junto ao cliente. Além disso, a empresa conta com laboratório de análise próprio, bem como equipamentos para prototipagem e até aplicação em escala real. Também fornece serviços de instalação, manutenção, operação, consultoria, treinamento de operadores e possibilidade de aluguel das estações de tratamento.

Portal:  Quais foram as principais motivações para empreender na área de biogás?

KEMIA: Ao realizarem uma visita a algumas estações de tratamento de efluentes na Alemanha, os sócios Rafael e Ricardo, juntamente com a equipe da Embrapa, verificaram que algumas dessas estações utilizavam biodigestores CSTR para geração de biogás através da inoculação do lodo sanitário.

Entre as principais motivações destacamos: Custo de energia; Possibilidade de geração de receita; Passivo em ativo; Utilização de subprodutos para conversão de biogás para geração de energia ou substituição do GLP em processos; Necessidade de equipamentos com maior eficiência/tecnologia (+EFICIENTES +COMPACTOS +CONTROLE OPERACIONAL); para geração  de biogás; Os geradores de biogás atualmente empregados (comerciais) demandam grandes áreas para implementação e possuem baixa conversão, no caso das lagoas cobertas, ou apresentam-se com elevados custos de aquisição para uma boa conversão, como os reatores de alta taxa. Esse último, por sua vez, tem sua aquisição dificultada. Dessa forma, a empresa, juntamente com a Embrapa, visualizou a necessidade de desenvolver métodos inovadores que aliem baixos custos, eficácia e o retorno para o tratamento de resíduos agroindustriais.

Foto 2: Divulgação/ KEMIA

Portal: Quais os desafios para desenvolvimento de um startup na área de biogás, no Brasil?

KEMIA: O biogás, apesar de ser uma tecnologia antiga, difundida a muitos anos atrás, atualmente está adentrando ao mercado de forma mais agressiva. Para a Kemia foi um desafio iniciar os trabalhos na área de biogás, visto que nossos campos de trabalho envolviam basicamente sistemas de tratamento de efluentes industriais, residenciais ou de aterros. Dessa forma, ingressamos nesse mercado, em parceria com a Embrapa, para desenvolvimento de uma nova tecnologia, porém para pesquisar e desenvolver ocorre uma grande demanda de tempo, esforço e dinheiro para que a tecnologia saia do papel.

Foto 3: Divulgação/ KEMIA

Portal: Em qual segmento de startups está a Kemia: é uma Enertech, Cleantech ou outra?

KEMIA: Cleantech, visto que a Kemia cumpre uma função social, tendo uma alta preocupação com o bem-estar das pessoas e com o meio ambiente.

Portal: A Kemia está inserida em algum incubadora, aceleradora, hub de inovação?

KEMIA: A Kemia se faz presente no Pollen Parque Científico e Tecnológico, desenvolvido entre Unochapecó e prefeitura de Chapecó-SC. É lá que está instalado o setor de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa, setor através do qual são firmadas parcerias para busca de novas tecnologias para o tratamento de efluentes.

Portal: Quais os serviços que esse ambiente disponibiliza para apoiar o desenvolvimento e estruturação da startup?

KEMIA: O Pollen tem o intuito de compartilhamento de ideias e busca de soluções utilizando ciência, tecnologia e inovação. No parque estão presentes, 25 empresas e 21 startups, além do Escritório de Projetos e Prestação de Serviços (EPPS), Núcleo de Inovação e Transferência Tecnológica (NITT), Observatório do Sistema Regional de Inovação, Centro de Residência de Software (CRS), Incubadora Tecnológica (InTech), Museu de Ciência e Tecnologia do Oeste Catarinense e o Concreation Lab da Unochapecó.

Além disso, no Pollen estão a serviços dos residentes e incubados a Gerência de Negócios e a Gerência de Inovação, que auxiliam as empresas a entender “como fazer inovação”, quais os passos que temos que trilhar para alcançarmos o sucesso com as novas tecnologias.

Por dia, circulam no parque cerca de 200 pessoas em busca de conexões que gerem negócios, com o intuito de compartilhar informações e experiências, estimulando networking e parcerias.

Portal: Em qual fase de desenvolvimento de startup (ideação, produto ou MVP, tração e escala) está a Kemia?

KEMIA: Estamos na fase de desenvolvimento do produto (MVP).

Foto 4: Divulgação/ KEMIA

Portal: A Kemia irá atuar em quais modelos de negócios B2B, B2C, outros?

KEMIA: A Kemia sempre teve o foco de atender quaisquer necessidades dentro dos nossos padrões e forma de performance profissional, nosso foco é no B2B, pois queremos transformar essa solução em investimento positivo para a empresa que venha a utilizar algum sistema de tratamento que faça o reuso do efluente tratado, ou, agora nesta nova linha de trabalho, o sistema para geração do biogás, que pode ser utilizado como fonte de energia.

Portal: Fale sobre o portfólio de projetos desenvolvidos:

KEMIA: Por ter a pesquisa em sua essência, a empresa sempre realiza investimentos e apoia projetos de pesquisas através de instituições públicas e privadas, universidades e institutos tecnológicos, visando o desenvolvimento de projetos de pesquisa para otimizar soluções para o tratamento de efluentes. Devido a isso, atualmente disponibiliza ao mercado soluções para o real tratamento de efluentes de empresas de diversos ramos, aterros sanitários e industriais, além do tratamento de esgoto domiciliar, atuando no projeto, produto, implantação e operação do sistema.

A empresa vem sendo reconhecida pela competência e inovação desde sua fundação. Em 2017, foi aprovada no Edital de Inovação para a Indústria para desenvolver o projeto eletrooxidação direta da amônia com R$ 400 mil em recursos e também foi aprovada no Edital FAPESC: apoio a projetos de cooperação internacional do estado de Santa Catarina e do estado de Berlim com R$ 50 mil em recursos para o desenvolvimento de um sistema de óptico de detecção e controle de amônia em reatores eletrolíticos para o tratamento de efluentes, onde firmou uma parceria internacional.

No final de 2017 a Kemia realizou o financiamento Finep Inovacred Express do BRDE no valor de R$ 150 mil para a construção de uma planta de tratamento de efluentes móvel, possibilitando a realização de testes e até o tratamento de pequenas e médias vazões a seus clientes. Além disso, destacou-se como case de sucesso no Relatório de Administração e Socioambiental 2018 do BRDE.

Em 2018 foi reconhecida com o principal prêmio da química brasileiro, o Prêmio Kurt Politzer de Tecnologia na categoria Startup.

A KEMIA também firmou parceria com a Embrapa no co-desenvolvimento da Unidade de Produção de Biometano da Embrapa Suínos e Aves, diversificando sua área de atuação. Esta unidade é a primeira em Santa Catarina e uma das primeiras no Brasil desta escala. A produção é feita a partir dos dejetos suínos gerados nas granjas da unidade, tornando possível aproveitar o biogás gerado a partir dos dejetos suínos das granjas como combustível veicular.

Em 2019 foi vencedora do desafio InovaPork, como a melhor proposta de inovação de impacto na suinocultura. Esse desafio foi desenvolvido pela Embrapa Suínos e Aves de Santa Catarina com o intuito de fomentar a inovação em suinocultura.

A KEMIA ficou em 5° Lugar na categoria Meio Ambiente de 2019 do 100 Open Startups de 2019 e, no Ranking Geral, ficou na 80ª posição entre as mais de 8 mil startups participantes.

Neste mesmo ano, foi eleita a Startup do Ano através do Prêmio CERTI de Inovação. Além disso, neste mesmo evento, foi reconhecida com o prêmio Projeto Social-Ambiental Inovador. O objetivo da premiação organizada pela Fundação CERTI é reconhecer os esforços de empresas, organizações e pessoas para promover o desenvolvimento do empreendedorismo inovador não apenas na Grande Florianópolis, mas em todo o Estado.

No ano de 2020, a empresa obteve um projeto aprovado no TECNOVA SC II - Edital FAPESC nº 12/2019 com R$350 mil em recursos para o aprimoramento da solução Tecnologia verde para destinar corretamente e agregar valor econômico a resíduos do agronegócio através do aproveitamento energético. Este projeto prevê o desenvolvimento de um reator biológico de alta taxa para geração de biogás.

Ainda em 2021, a Kemia foi contemplada com o 1° Lugar do prêmio Inovação Catarinense Professor Caspar Erich Stemmer, promovido pela FAPESC, sendo contemplada na categoria Inovação de Impacto Socioambiental. Neste mesmo ano, a empresa foi premiada no evento “Campeãs de Inovação”, promovido pelo grupo amanhã, na categoria Micro e Pequena Empresa.

Recentemente, a Kemia foi contemplada com um provento a pesquisa científica no valor de R$ 600 mil, através da plataforma Inovação para a Indústria promovido pelo SENAI. O trabalho a ser desenvolvido diz respeito a Otimização de reatores eletrolíticos: redução de compostos recalcitrantes e minimização dos impactos socioambientais dos aterros sanitários e industriais.

Portal: A Kemia já participou de alguma rodada para captação de investimentos para acelerar o crescimento do negócio?

KEMIA: Já participamos de programas de rodada de investimentos, porém a intenção da Kemia na participação destes programas era de visibilidade comercial, divulgação da metodologia KEMIA de trabalho e apresentação da Kemia para o mercado.

Foto 5: Divulgação/ KEMIA

Portal: Quais as soluções para o mercado de biogás que sua startup está desenvolvendo?

KEMIA: O projeto aprovado pela FAPESC, que está em andamento, visa escalonar uma solução tecnológica de um protótipo já existente através da parceria KEMIA e Embrapa. A inovação consiste na sinergia entre um biodigestor de alta eficiência com um biofiltro acoplado para a remoção do gás sulfídrico, gerado como subproduto, para a geração de energia limpa e sustentável através de um biogás de elevada qualidade, e viabilizar o aproveitamento energético de resíduos orgânicos. Trata-se de uma inovação incremental, compacta, produzida de maneira modular, de fácil instalação e baixo custo operacional.

Tecnicamente, o reator de alta taxa proposto poderá ter produtividade superior a 2 m³ de biogás/(m³ biodigestor.dia), ou seja, cerca de 3 a 20 vezes superior aos digestores convencionais disponíveis no mercado (produtividade de 0,1 a 0,7 m³ biogás/(m³ biodigestor.dia)). Outra vantagem é a possibilidade de trabalhar com substratos de alto teor de sólidos e enxofre.

Além dos benefícios econômicos para as empresas e produtores rurais de diferentes portes, há o ganho socioambiental, onde os efluentes gerados no setor agroindustrial serão aproveitados corretamente, através do destino adequado, minimizando os impactos gerados pela atividade.

Esta unidade é a primeira em Santa Catarina e uma das primeiras no Brasil desta escala. A produção é feita a partir dos dejetos suínos gerados nas granjas da unidade e passam pela Estação de Tratamento de Dejetos Suínos. Com a nova unidade de produção é possível aproveitar o biogás gerado a partir dos dejetos suínos das granjas como combustível veicular. O BiogásFort fornece combustível para o veículo que atende as demandas externas da Embrapa Suínos e Aves na cidade.

Um sistema de tratamento de efluentes ideal vai além de tratar os efluentes adequadamente e atender as normas, e através geração de biogás, que será utilizado como fonte de energia, é possibilitado às empresas agregar valor aos seus resíduos. Essa fonte de energia renovável poderá suprir boa parte das necessidades energéticas da produção e industrialização, sendo, portanto, transformada em energia térmica através da queima do gás. Se convertida em energia elétrica, o excedente poderá ser encaminhado para a rede de distribuição gerando créditos de kWh que serão abonados na fatura de energia elétrica. Outra forma de utilização deste biogás é pela substituição dos combustíveis fósseis utilizados em veículos, ou seja, este biogás seria substituto do GNV.

Foto 6: Divulgação/ KEMIA

Portal: Há disponibilidade de fomento para pesquisa, desenvolvimento e inovação na área de biogás?

KEMIA: Sim. Inclusive, como comentado anteriormente, em 2020 a Kemia obteve um projeto aprovado no TECNOVA SC II - Edital FAPESC nº 12/2019 com recursos para o aprimoramento da solução “Tecnologia verde para destinar corretamente e agregar valor econômico a resíduos do agronegócio através do aproveitamento energético”. Esse projeto é desenvolvido em parceria com a Unidade de Produção de Biometano da Embrapa Suínos e Aves.

Portal: Quantos colaboradores possui a Kemia? Qual é o perfil do colaborador que atua na Kemia?

KEMIA: A Kemia atualmente conta com 55 colaboradores, composta, em sua maioria por uma equipe jovem, que possui dentre 21 a 25 anos, pois apostamos no desenvolvimento profissional e no investimento no ser humano. A empresa trás um ambiente leve e cooperativo para os colaboradores, que possui foco no resultado.

Portal: Quanto a busca por colaboradores especializados para a área de atuação da Kemia, os profissionais que estão disponíveis no mercado estão preparados para atuarem com o desenvolvimento de soluções inovadoras em um ambiente que também requer muita capacidade empreendedora?

KEMIA: Buscamos trazer oportunidades para quem deseja evoluir profissional e pessoalmente e para quem carrega junto consigo um perfil que traduza os princípios da Kemia. Buscamos pessoas que vistam a camisa e que cada vez mais se apaixonem por tratar efluentes. Dessa forma, não se faz necessário um grande conhecimento técnico sobre o assunto, visto que toda a equipe está aberta a colaborar e ajudar na busca por esse conhecimento. Almejamos unir o conhecimento teórico com a prática repassada por nossos diretores, que procuram liderar toda a equipe de forma exemplar.

Foto 7: Divulgação/ KEMIA

Portal: Fale sobre o atual momento do Brasil para desenvolvimento de uma empresa, estamos em um bom momento para os negócios na área de biogás?

KEMIA: Com a escassez hídrica que estamos presenciando nos últimos anos aumentou-se a discussão entre a segurança hídrica e a produção de energia elétrica. Apesar do Brasil ter o maior potencial hídrico do mundo, tem-se o risco de sofrermos por desabastecimento de água em muitos municípios. E, isso, consequentemente, acaba afetando a produção de energia elétrica do Brasil, já que cerca de 70% da eletricidade do país provém de energia hidrelétrica.

Dessa forma, o biogás pode entrar com força no mercado de energias renováveis, visto que ele faz uso de rejeitos, como resíduos sólidos e dejetos da agricultura para produção de energia elétrica. O biogás, diferentemente da energia eólica e solar, pode ser gerado continuamento, e também pode ser estocado na forma de matéria-prima ou como gás comprimido.

Portal: Quais as condições precisam ser criadas para que haja expansão do mercado de biogás no Brasil?

KEMIA: A utilização de lagoas cobertas para produção de biogás já é uma tecnologia bem difundida mundialmente, porém, ela requer uma área muito grande para ser instalada, e por conta disso, muitos empreendedores, que possuem um efluente ou resíduo com potencial de geração de biogás, não faz seu uso. Dessa forma, é importante que haja difusão das tecnologias recentes que vem sendo empregadas para produção de biogás, como reatores UASB ou CSTR, que tratam-se de reatores mais compactos e com melhor utilização do resíduo e consequentemente maior geração de biogás.

Além disso, verifica-se que é necessário maior subsídio público para que agricultores ou empresas de pequeno porte também consigam adquirir esta tecnologia, já que o custo dela é um pouco mais elevado se comparado a um sistema de lagoa coberta.

Portal: Na sua opinião, o Brasil possibilita ambientes para desenvolvimento de startups que atuam com base tecnológica?

KEMIA: Sim, muitas empresas públicas ou privadas têm realizado investimentos em startups, visto que é comum que as mesmas possuam ideias de novas tecnologias e soluções que grandes negócios necessitam.

Portal: Como a Kemia vê o mercado de biogás no Brasil para os próximos 5 anos?

KEMIA: O mercado de biogás está em alta, principalmente tendo em vista que é um processo que utiliza rejeitos para produção de energia. O Brasil possui um alto potencial de geração de biogás, podendo suprir cerca de 35% da demanda energética do país, visto a extensa atividade agroindustrial, além de resolver o problema de geração de resíduos sólidos e de biomassa desperdiçada no campo.

Além disso, através dos programas do governo, essa tecnologia tem sido difundida cada vez mais pelos produtores e empresários, que acabam procurando instalar o sistema em suas industrias ou propriedades rurais em vista dos benefícios que o processo proporciona.

A KEMIA acredita no formato de BOT para comercialização do gás (R$/m³) através de contratos de performance com entrega do m³ de biogás para utilização das indústrias e do setor agropecuário.

Foto 8: Divulgação/ KEMIA

Contato:

KEMIA Tratamento de Efluentes

Rua Frei Bruno, 254 E, Bairro Parque das Palmeiras, CEP 89803-800, Chapecó/SC

Telefone: +55 (49) 3025-7401 

Site: kemia.com.br

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AGRADECIMENTOS

O Portal Energia e Biogás, em nome do Ricardo Leidens, agradece a toda equipe da KEMIA pelas valorosas contribuições para desenvolvimento dessa reportagem. 

Aguarde!
Em breve novos episódios da série com destaque para novas Startups que atuam no mercado de biogás em diferentes regiões do Brasil.

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