Biogás e a Descarbonização da Matriz Energética

Descarbonizar a matriz energética é um processo de transição energética, onde antes o principal insumo energético de origem fóssil é substituído por nova fonte de energia renovável.

Biogás e a Descarbonização da Matriz Energética

Afinal, o que é descarbonização? 

A descarbonização é a redução das emissões de dióxido de carbono por meio do uso de fontes de energia com baixo teor de carbono ou fonte com mínimo possível de emissões. Desta forma, a substituição de combustíveis fósseis por fontes renováveis contribui para a redução da emissão de gases de efeito estufa na atmosfera.



E o  que significa a descarbonização da matriz energética?

Descarbonizar a matriz energética é um processo de transição energética, onde antes o principal insumo energético de origem fóssil é substituído por nova fonte de energia (com baixo carbono ou renovável sem a emissão de carbono). Essa transição energética afeta diretamente a pegada de carbono de cada empresa, município ou país. Pegada de carbono é uma forma de quantificar as emissões de gases de efeito estufa de cada processo de produção ou de cada serviço prestado.

Por exemplo, uma indústria que consome energia elétrica da rede de distribuição da concessionária de energia tem uma pegada de carbono diferente de uma empresa que investe em geração de energia de fonte renovável (solar fotovoltaica, eólica, biomassa ou biogás). Outro exemplo, a empresa que tem uma frota de caminhões a diesel possui uma pegada de carbono diferente de uma outra empresa que converteu os seus resíduos orgânicos em biometano para uso veicular em sua frota. Reduzir a quantidade de dióxido de carbono que ocorre como resultado do transporte e da geração de energia é essencial para atender aos padrões globais de temperatura estabelecidos pelo Acordo de Paris.

 Nesse sentido,  no Brasil surgem iniciativas de vários setores que convergem para uma transição energética e o biogás ganha importância como uma peça estratégica para o desenvolvimento do mercado de baixo carbono.

Recentemente duas importantes publicações na mídia abordaram essa temática, destacando a relevância da descarbonização e o processo de transição energética como política  de competitividade e valorização de processos e marcas.



1) The future of biogas and biomethane in a decarbonized economy
Fonte: European Energy Innovation magazine.       Publicado em: 16 de março de 2021

Artigo publicado pela Angela Sainz Arnau, Gerente de Comunicação da Associação Européia do Biogás, sobre o futuro do biogás e do biometano em uma economia descarbonizada.

Os gases renováveis são chamados a desempenhar um papel importante na descarbonização da nossa economia. A UE estabeleceu uma meta para alcançar a neutralidade climática até 2050. As medidas e sinergias que colocamos em prática agora nos levarão a esse objetivo. Biogás e biometano são gases renováveis com enorme potencial para reduzir as emissões em várias áreas da nossa economia, incluindo transporte, indústria, edifícios e agricultura.

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2) Brasil é peça-chave para petroleiras na redução de CO2
Fonte: Valor Econômico       Publicado em: 14 de novembro de 2020

De olho no movimento de transição energética, as grandes petroleiras europeias — BP, Equinor, Shell e Total — anunciaram este ano compromissos para zerar as respectivas emissões líquidas de carbono até 2050. Figuras presentes nos leilões de petróleo no Brasil, nos últimos três anos, as multinacionais também olham para o mercado brasileiro como peça dentro dos esforços de descarbonização e têm se mantido ativas no negócio de renováveis no país.

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3) Descarbonização é o novo desafio para indústria sucroenergética
Fonte: Jornal Folha de São Paulo       Publicado em: 13 de novembro de 2020

O Brasil destacou-se na produção de etanol com investimentos em inovação e tecnologia, tornando-se um centro de excelência mundial em biocombustíveis. Esse resultado foi obtido a partir de políticas públicas que iniciaram o setor, como exemplo destaca-se o programa Proálcool, na década de 1970. O setor sucroenergética avançou continuamente tornando-se cada vez mais competitivo. Alguns avanços do setor sucroenergético com forte impacto na competitividade foram: a mecanização, bioenergia para geração elétrica, etanol de segunda geração e mais recentemente a descarbonização do setor. Setor investe forte para uma transição energética de baixo carbono.

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Heleno Quevedo de Lima

Engenheiro, mestre e doutor em Energia. Pesquisador, especialista em biogás, entusiasta no desenvolvimento e consolidação do mercado de biogás/biometano. Atua como consultor de projetos e contribui para disseminação de conteúdo, notícias e conhecimento na área de biogás e energia solar.

Atualizado em: 16 de março de 2021.

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