Biogás: Agro com segurança energética e sustentabilidade

A Carapreta apostou na produção de energia limpa por economia e para agregar valor à marca de carnes nobres de fazendas no norte de Minas.

Biogás: Agro com segurança energética e sustentabilidade
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Biogás: Agro com segurança energética e sustentabilidade
Brasil
Carapreta | Grupo A.R.G.

Biogás: Agro com segurança energética e sustentabilidade

A Carapreta apostou na produção de energia limpa por economia e para agregar valor à marca de carnes nobres de fazendas no norte de Minas

 

Há 2 anos, foi lançada a marca de carnes nobres Carapreta. A produção de ciclo completo, visando assegurar a qualidade do produto final certificada, levou a empresa a investir na transformação dos dejetos animais em combustível, o biogás.

A Carapreta, em suas fazendas no norte de Minas integradas no projeto pioneiro no país para a produção de proteína animal na filosofia farm-to-table, está atuando na produção do biocombustível. O interesse na implantação das usinas de biogás começou em 2015 quando a empresa sentiu necessidade de investimentos em fontes de energia renováveis.



Pesquisa para investimento

Os empresários visitaram plantas de biogás em propriedades nos EUA e na Europa, além de avaliar estudos com vários fornecedores, até decidirem a implantar as usinas. O Projeto foi realizado pela empresa AUMA, com participação das empresas CHP (geradores) e Plaslonas (sistemas de membranas).

A primeira usina de biogás da Fazenda Carapreta entrou em operação em maio de 2020. A segunda, 4 meses depois, em setembro. Cada uma tem duas unidades de biodigestores de fluxo pistonado. Este modelo foi escolhido, após estudo de viabilidade econômico-financeira, por oferecer o melhor custo-benefício para o projeto da Carapreta. 



Consumo autossustentável

Na usina da Fazenda Carapreta – unidade Santa Teresinha é utilizado o esterco de caprinos e ovinos, a capacidade de processamento é de 11 mil quilogramas por dia (sólidos voláteis) e o consumo médio diário de biogás é de cerca de 3 mil metros cúbicos. Na usina da unidade Santa Mônica, para esterco bovino, a média é de 16 mil quilogramas por dia e consumo diário de 4 mil metros cúbicos de biogás. O percentual médio de metano no biogás produzido fica entre 55 e 70%. 

Toda a produção do combustível é transformada em energia elétrica para uso nas fazendas, no frigorífico, na piscicultura, pivôs, bombas, poços, fábrica de ração e dentre outros. Atualmente, esta produção atende a 40% da demanda da Fazenda Santa Mônica e 55% da Fazenda Santa Teresinha.

Figura 1 - Fazenda Carapreta – unidade Santa Teresinha
Clique na figura para ampliar.

Figura 2 - Fazenda Carapreta – unidade Santa Mônica
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Energia e adubo ecológicos

A fração líquida do digestato, resultante do processo anaeróbio realizado nas usinas, é usada como biofertilizante na fertirrigação das culturas de milho, mombaça e soja nas duas fazendas. 

O fato de ser possível transformar um passivo ambiental em ativo energético, com a produção de energia limpa, vai de encontro à meta da Carapreta com a sustentabilidade ambiental, social e animal. Usar o digestato como adubo orgânico, a partir da fertirrigação, contribui para os processos agrícolas e também reitera o compromisso com o meio ambiente, a partir de uma destinação sustentável e rentável dos dejetos animais”, afirma o CEO da Carapreta, Vitoriano Dornas Neto.

Outro benefício do processo reflete diretamente na criação e na qualidade da carne produzida pela Carapreta. “A coleta diária dos dejetos promove um padrão de limpeza das baias e currais influenciando na sanidade e bem-estar dos animais”, completa Vitoriano.



Payback garantido

O investimento nas duas plantas foi de aproximadamente 10 milhões de reais. A empresa já sente o retorno e a previsão é que o payback total do projeto se dará em 4 anos. A Carapreta teve, ainda, que investir na contratação e capacitação de mão-de-obra para o funcionamento das usinas, desde o manejo do esterco para alimentar os biodigestores até a operação do maquinário para a produção de energia.

O investimento na tecnologia de biodigestores de maior porte que é relativamente nova no Brasil, sobretudo para dejetos de ovinos, exigiu uma operação mais complexa, mas que se paga com o maior controle dos processos”, conta o CEO da Carapreta. A empresa destaca, ainda, o retorno ambiental e social, com a geração de mais empregos nas fazendas.



Futuro da produção de energia

Até o momento, segundo Vitoriano Dornas, o interesse na produção de biogás é direcionado para produção de energia elétrica com objetivo de atender as demandas energéticas das fazendas. Mas, futuramente, o objetivo é produzir energia para exportar e abastecer outras unidades de consumo. 

Ainda, com a entrada no mercado brasileiro de tratores a biometano, a empresa não descarta, também no futuro, substituir o maquinário agrícola para uso do biometano, possibilitando redução dos custos de produção. 

Atualmente, estão sendo feitos estudos para ampliação das certificações existentes para asseverar as reduções de emissões de gás carbônico através do uso de energia limpa com a produção de biogás. 

Redação: Jornalista Laura Lima.





Sobre a empresa:

CARAPRETA

Empresa de proteínas nobres 100% brasileira CARAPRETA segue padrões internacionais de qualidade e sustentabilidade, oferecendo aos consumidores produtos com garantia de origem e produzidos em um modelo único no País. Socialmente justa, ambientalmente correta e compromissada com o bem-estar animal, CARAPRETA é o resultado de um propósito: tornar-se uma referência mundial de excelência ao oferecer o que há de mais ousado e inovador na produção de proteínas animais, alavancando o desenvolvimento da região do Semiárido Mineiro e transformando a economia local.

Para mais informações, acesse o site da empresa.





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